06, 07, 13, 14, 20, 21/11/2018_Projetos de trabalho: uma forma de organizar os conhecimentos escolares
- Referência(s):
HERNÁNDEZ, Fernando; VENTURA, Montserrat. A organização do currículo por projetos de trabalho: o conhecimento é um caleidoscópio. 5.ed. Porto Alegre: Artmed, 1998.
- Exposição de fatos (o que você sabe?)
Perguntas são essenciais para a construção do nosso conhecimento. Todo mundo "venera" as respostas, mas não teríamos respostas se não tivéssemos perguntas.
- Questões (o que você precisa saber?)
O que é um projeto de trabalho? Como se caracteriza? Para que serve? Como funciona?
- Dúvida(s)/comentário(s)/reflexão(es)/registros sobre o conteúdo da aula:
“A função do projeto é favorecer a criação de estratégias de organização dos conhecimentos escolares em relação a: 1) o tratamento da informação, e 2) a relação entre os diferentes conteúdos em torno de problemas ou hipóteses que facilitem aos alunos a construção de seus conhecimentos, a transformação da informação procedente dos diferentes saberes disciplinares em conhecimento próprio”. (1998, p.61)
- Síntese (parágrafo(s) da sua autoria):
Os projetos servem como uma maneira de articular e organizar as atividades de ensino/aprendizagem e os conteúdos curriculares. Para Hernández, os projetos não têm como propósito ensinar os conteúdos separadamente, sem conexão nenhuma, mas sim com certa interdisciplinaridade. Sendo assim o conhecimento produzido através dos projetos é um conhecimento globalizado e relacional, ou seja, não é isolado, sendo essa a ideia fundamental dos projetos. Desse modo, os alunos podem se apropriar dos conhecimentos aprendidos em todas as áreas para, no final, construírem seu conhecimento próprio.
De acordo com Hernández, um projeto pode ser organizado a partir de um eixo, que pode levar em conta a definição de um tema, um problema, uma pergunta ou uma temática. Ainda, esse eixo pode abranger mais de uma matéria, correlacionado-as.
Ao longo do capítulo o autor faz uma distinção entre os projetos de trabalho e os centros de interesse. Uma das principais diferenças entre os dois é em relação à aprendizagem que, para os centros de interesse é a partir de descobertas espontâneas e, para os projetos, a partir dos pressupostos dos alunos. Ainda, nos centros de interesse acontece um somatório de matérias, não tendo a mesma visão totalmente globalizada encontrada nos projetos de trabalho. Nesses, ambos aluno e professor ensinam e constroem seu conhecimento juntos.
Para desenvolver um projeto, devem-se levar em conta alguns aspectos.
De acordo com Hernández, um projeto pode ser organizado a partir de um eixo, que pode levar em conta a definição de um tema, um problema, uma pergunta ou uma temática. Ainda, esse eixo pode abranger mais de uma matéria, correlacionado-as.
Ao longo do capítulo o autor faz uma distinção entre os projetos de trabalho e os centros de interesse. Uma das principais diferenças entre os dois é em relação à aprendizagem que, para os centros de interesse é a partir de descobertas espontâneas e, para os projetos, a partir dos pressupostos dos alunos. Ainda, nos centros de interesse acontece um somatório de matérias, não tendo a mesma visão totalmente globalizada encontrada nos projetos de trabalho. Nesses, ambos aluno e professor ensinam e constroem seu conhecimento juntos.
Para desenvolver um projeto, devem-se levar em conta alguns aspectos.
- A escolha do tema: é o ponto de partida para a definição de um Projeto. Para a escolha do tema são levadas em conta as experiências anteriores dos alunos, assim como as informações sobre Projetos já realizados. Essa escolha é feita em conjunto, de modo que forma-se um coletivo de decisão, com o propósito de que o aluno possa ter argumentação própria. Ressalta-se ainda que o tema do Projeto não é escolhido porque os alunos "gostam" do tema, mas sim por ser um tema de relevância.
- A atividade do docente após a escolha do Projeto: primeiramente é especificado o "fio condutor" do Projeto, estritamente relacionado com o PCC. Depois, o docente faz uma previsão das atividades e conteúdos que serão desenvolvidos ao longo do Projeto. A partir disso, é preciso estudar as melhores maneiras de desenvolver essas atividades, levando em conta informações que os próprios alunos carregam, fazendo com que esses se envolvam no Projeto. Ainda, é feita uma previsão dos recursos que melhor se adaptam ao Projeto em questão, contribuindo para a funcionalidade do mesmo. Nessa etapa, a avaliação consta em três partes: a inicial, a formativa e a final, ou seja, é uma avaliação do todo. Depois da experiência do Projeto com os alunos, é feita uma recapitulação de tudo o que foi visto durante o Projeto, para que as informações possam sem intercambiadas.
- A atividade dos alunos após a escolha do Projeto: o texto enfatiza que as tarefas que os alunos realizam não são únicas e nem sempre serão realizadas da mesma maneira, sempre tem que ter alguma mudança. Na primeira tarefa, os alunos realizam um índice, um roteiro, especificando aspectos que serão abordados no Projeto. Esse roteiro é complementado e ampliado através de buscas de informações diversificadas. Essas informações são, então, interpretadas e apresentadas de diferentes formas, permitindo "realizar definições, propor perguntas, estabelecer prioridades e hierarquias em relação aos conteúdos da informação" (1998, p. 73). É realizado um dossiê de síntese do que foi desenvolvido no Projeto e do que fica "em aberto" para futuros Projetos, reelaborando o índice inicial. Então avalia-se os alunos durante todo o desenvolvimento do Projeto. No final, o Projeto concluído pode ser continuado por outros alunos, formando "um anel contínuo de significações do processo de aprendizagem (1998, p. 75).
- A busca das fontes de informação: a ideia da busca de informação é que o professor atue como um facilitador, trazendo informações aos alunos, mas não as "despejando", fazendo com que os alunos criem um senso de responsabilidade com a sua aprendizagem e busquem informações por si mesmos.
- O índice como uma estratégia de aprendizagem: "Para Nisbet e Schucksmith (1987), as estratégias são "estruturações de funções e recursos cognitivos, afetivos, ou psicomotores que o sujeito realiza nos processos de cumprimento de objetivos de aprendizagem" (1998, p. 77). O índice serve como ponto de partida para a pesquisa desenvolvida no Projeto. Há três tipos de índices: o primeiro índice, que é feito de forma individual; o segundo índice, que é feito de forma coletiva; e o terceiro índice, onde é feita uma recapitulação do trabalho feito. Dessa forma, as informações contidas no primeiro índice podem ser incrementadas no segundo, pois cada um colabora com alguma informação nova.
- Realizar um dossiê de síntese dos aspectos tratados no Projeto: o dossiê é uma recapitulação de tudo o que foi visto durante o desenvolvimento do Projeto, permitindo uma ordenação das atividades.
- Os Projetos: um modelo didático para trabalhar as "Ciências": os Projetos foram uma inovação, principalmente na área das ciências naturais, pelo fato de serem mais fáceis de serem relacionadas com outras áreas. Assim, os Projetos eram uma forma de conectar e trabalhar a interdisciplinaridade. No entanto, com a globalização, entendeu-se que é possível trabalhar Projetos em todas as áreas.
Contudo, em "Transgressão e mudança na educação", Hernández enfatiza que os projetos de trabalho não são um método. Eles não devem seguir uma fórmula ou um conjunto de regras. Sendo assim os aspectos a serem levados em conta não são imutáveis. O mesmo diz que se seguidos ferrenhamente [os aspectos], os projetos "perdem todo o seu potencial de mudança". Portanto, traça-se um fio condutor, que serve de referência para guiar o professor na hora de trabalhar com os projetos de trabalho.
Comentários
Postar um comentário