22/03/2018_A Didática e as tarefas do professor

  • Referência(s):
LIBÂNEO, José Carlos. Didática: Teoria da Instrução e do Ensino. In: LIBÂNEO, José Carlos. Didática. 14ª ed. São Paulo: Cortez, 1999.


Para que o professor possa atingir efetivamente os objetivos das atividades pedagógicas, é necessário que realize um conjunto de operações didáticas coordenadas entre si. São o planejamento, a direção do ensino e da aprendizagem e a avaliação, cada uma delas desdobrada em tarefas ou funções didáticas, mas que convergem para a realização do ensino propriamente dito, ou seja, a direção do ensino e da aprendizagem (LIBÂNEO; p. 72)


  • Para o planejamento, requer-se do professor:
"Domínio seguro do conteúdo das matérias que leciona e sua relação com a vida e a prática, bem como dos métodos de investigação próprios da matéria, a fim de poder fazer uma boa seleção e organização do seu conteúdo, partindo das situações concretas da escola e da classe."

     Imagens disponíveis em: <https://drlavatudo.com/> Acesso em 05/04/2018

   <https://conta.mobi/blog/planejamento-empresarial/> Acesso em: 05/04/2018

  • Para a direção do ensino e da aprendizagem requer-se:
"Habilidade de tornar os conteúdos de ensino significativos, reais, referindo-os aos conhecimentos e experiências que trazem para a aula."
Imagem disponível em: <http://www.quemel.blog.br/wp-content/uploads/2014/09/letramento_informacional.jpg> Acesso em: 05/04/2018



  • Para a avaliação requer-se:
"Conhecimento das várias modalidades de elaboração de provas e de outros procedimentos de avaliação de tipo qualitativo."


Imagem disponível em: <http://racionalizandoideias.blogspot.com.br/2011/07/avaliacao-escolar.html> Acesso em: 06/04/2018


                Acredito que para que a construção do conhecimento seja significativa para ambos, professor e aluno, o educador deve ter conhecimento do assunto abordado. O conteúdo, por sua vez, deve ser significativo para o aluno, ou seja, o professor precisa trabalha-lo de uma maneira que seja de fácil assimilação para o aluno, partindo de algo que ele já conheça para depois aprofundar mais o assunto. Ao longo do estudo do conteúdo, porém, é interessante que sejam feitas associações com a realidade em que o aluno está inserido, levando para a sala de aula as suas vivências. Afinal, não esqueçamos, que um dos objetivos da didática é criar cidadãos que desenvolvam seu pensamento crítico. 
                Por último, temos a avaliação. Acredito que a maioria das avaliações feitas nas escolas brasileiras ainda seja de modo tradicional: folhas cheias de questões sobre um assunto que, na maioria das vezes, foi decorado pelo aluno somente para tirar uma boa nota na prova, sendo posteriormente esquecido. Na realidade, as notas ou conceitos obtidos nas avaliações não demonstram realmente o que o aluno aprendeu, e sim os classificam em apto ou não apto. Avaliação já virou sinônimo de pânico e isso tem contribuído para que o aluno perca a vontade de estudar ou até mesmo de estar na escola.

 Mesmo sabendo que é estúpido, não há como não pensar que tirar uma nota ruim não é nada demais. Somos cobrados demais pela sociedade, por nossos familiares, por nós mesmos. O professor precisa utilizar diferentes instrumentos de avaliação que servirão como ferramentas que facilitarão o ato de avaliar, pois ele terá mais informações para replanejar o seu trabalho e orientar a aprendizagem de seus alunos. Também é importante saber que existem muitos fatores que interferem diretamente no processo de avaliação, tais como: a didática usada pelo professor, as condições de trabalho do professor e as de vida do aluno, etc. 




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