04, 11, 18 e 25/04/2018_ PEDAGOGIA DA AUTONOMIA
- Referência(s): FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. 43ª ed. São Paulo: Paz e Terra, 2011.
Acredito que a maioria das pessoas conheça Paulo Freire. Ou melhor, saiba quem ele é. Como discutimos em aula, suas célebres frases são vistas em inúmeras postagens no Facebook, embutidas em imagens bonitinhas que as pessoas compartilham umas com as outras através das redes sociais. Porém, muitas dessas imagens distorcem ou oprimem o real significado dos dizeres e sabedorias de Paulo Freire.
Ao estudar a sua obra, "Pedagogia da Autonomia", mesmo que brevemente, percebemos o quão importante ela foi e ainda é para a educação. Paulo Freire tinha um modo diferente de ensinar e de alfabetizar, modo este que o condenou ao exílio pelas ideias "revolucionistas demais" para a época. Ideias estas que faziam os alunos pensar e desenvolver seu senso crítico. E é exatamente isso que sua obra faz: critica. Uma das principais é a crítica à educação bancária, ou uma educação mais tradicional.
Dos vários tópicos que fazem parte de sua obra, coube a mim me aprofundar em "Ensinar exige respeito à autonomia do educando". Este tópico discorre sobre como espera-se que seja a relação aluno/professor: deve ser uma relação onde o respeito é mútuo. O professor não pode exigir que o aluno o respeite se ele mesmo não respeita o seu aluno. O professor não pode desrespeitar o aluno pelos seus gostos estéticos, pelos seus sonhos ou pela sua curiosidade. Paulo Freire trata este tipo de comportamento como "transgressão dos princípios fundamentalmente éticos de nossa existência".
Ao mesmo tempo, o professor que se exime de seu trabalho de propor limites saudáveis à liberdade do aluno, de ensinar de maneira coerente, de estar aberto às vivências do seu aluno, também comete transgressão. Aqui, discuto outro tópico que foi abordado em sala de aula: o de que o professor tem de gostar do que ele faz. Se o professor é infeliz no seu próprio meio de trabalho, como o aluno deve se sentir? Lembrando de que o conhecimento e a aprendizagem são simultâneos: professor e aluno trabalham juntos para alcançar o objetivo.
Esta foi a primeira vez que li Paulo Freire, e é inegável sua importância, principalmente para nós, estudantes de licenciatura. Através dela, traçaremos o tipo de profissionais da educação que seremos no nosso futuro. Sua obra é crítica, mas ao mesmo tempo é cheia de esperança, pois ele também estata de que somos seres inacabados: sempre estamos abertos para aprender.
Olá Gabi, realmente Paulo Freire nos trás a reflexão crítica da autonomia do educando, muito importante para nós. Hoje somos os alunos e logo seremos docentes, nossa visão é mais avaliativa nessa questão, como gostamos de ser tratados na atual situação e já se colocando no nosso futuro. Essa esperança que Freire nos trás como você mencionou nos motiva a continuarmos acreditando na educação, na justiça de promovermos a transformação social. Adorei como enfatizou isso no final do seu texto.
ResponderExcluirAbraço.